
Argumento da Defesa
Vale lembrar que os jogos da série só foram lançados para o GBA no japão, e muitos fãs da Nintendo foram privados de jogar tais jogos caso tenham pulado a geração portátil passada. No mais, ressalto que o game contém vastas melhorias visuais, como apresentado na prova número um:![]() |
A vossa excelência vê como o salto entre a versão de DS para a de 3DS é maior que o da versão de GBA para a sua sucessora, justificando assim a empreitada da Capcom? |
Além disso, embora a trilogia já tenha sido disponibilizada em inúmeras plataformas, somente no 3DS os fãs poderão ver o jogo rodando em 3D estereoscópico. Isso sem mencionar a possibilidade de alternar a qualquer momento entre os três jogos, podendo assim se aventurar somente por aquele que o jogador ainda não concluiu ou revistar somente as memórias que lhe interessam. Para os mais puristas, ainda virá a opção de jogar no modo “Naruhodo Selection”, que contará com áudio e textos em japonês.
Os diálogos melhoraram incrivelmente. Agora, com uma fonte apropriada e não letras feitas com pouquíssimos pixels, as linhas de conversa - que formam grande parte do jogo - são mais fáceis e agradáveis de ler, o que melhora incomensuravelmente a experiência.
Por último, mas não menos importante, temos a questão da conveniência e do preço: além de vir no formato digital pela eShop, podendo carregar três excelentes jogos a qualquer momento, ele será disponibilizado a um preço muito mais barato que comparado aos jogos vendidos separadamente. Ace Attorney Trilogy virá por 30 dólares e, se mantiver o padrão de Dual Destiny, custará 60 reais na eShop brasileira do 3DS.
Contra-argumentação da Promotoria
São inegáveis alguns dos argumentos levantados pela defesa, mas do jeito que ela narra, faz parecer que trata-se do melhor jogo a ser lançado neste ano. Primeiramente, vale lembrar que o preço do jogo na eShop ainda será mais alto que o das plataformas mobile, onde normalmente sai pela metade do preço, chegando até um sexto do mesmo, quando em promoção.Em segundo lugar, a base instalada do 3DS ainda é menor do que a de seu predecessor, logo, há mais chances que as pessoas tenham jogado o título do que o contrário. E em terceiro lugar, gostaria de chamar atenção à prova número dois; uma das diversas faixas das coletânias que a Capcom lançou, a “Gyakuten Meets”:
Essa faixa, retirada de Gyakuten Meets Orchestra, poderia muito bem ser inserida na versão de 3DS no lugar do áudio original, no lugar dos beeps e bops dos sons de chiptune presentes desde que foi lançado no GameBoy Advance. É um completo descaso, visto que a empresa já conta com versões orquestradas de quase todas as músicas, arranjos alternativos em Jazz e, agora com o CD que veio de bônus na cópia física do japão, até mesmo em versão para piano solo.
Poder alterar o estilo da trilha sonora, entre a original, Jazz e somente piano, seria um grande adendo ao título e faria valer o preço maior do jogo se comparado a outras plataformas. Uma galeria de arte, presente em Dual Destinies e no crossover que está por vir, Professor Layton vs. Ace Attorney, também seria uma adição interessante e compensaria o fato da empresa não lançar os artbooks dos jogos aqui no ocidente.
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*burburinho do juri conversando* |
Veredito
Hmm… bons argumentos de ambos os lados. Embora a Capcom seja conhecida por relançar várias versões do mesmo jogo - ela mesma admitiu satíricamente isso nessa E3 -, não creio que seja o caso de Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy. Embora pudesse contar com mais melhorias, algumas delas até seriam coisas básicas, e possua um preço avantajado se comparado às outras versões, o título ainda diverte muito e sua fórmula não se desgastou com o tempo.Como veredito, indico o jogo somente para grandes fãs da franquia, que querem experimentá-la constantemente, ou para aqueles que querem uma oportunidade de jogar os títulos, obrigatórios para qualquer gamer que se preze. Caso já tenha zerado os casos alguma vez e não é um fanático pela franquia, a falta de fator replay faz com que eu demande uma ordem de restrição de, no mínimo, 10 metros do jogo.
Caso encerrado!
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... Mas isso não quer dizer que precisamos parar de apontar o dedo e gritar "EU PROTESTO!" |
Revisão: Jaime Ninice
Capa: Hugo H. Pereira